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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Nota pública – denúncias UNINOVE sobre ENADE

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São Paulo, 24 de dezembro de 2013.



Vimos por meio desta publicizar nossa reivindicação para que as denúncias perpetradas contra a Universidade Nove de Julho – UNINOVE no que tange sua postura frente ao ENADE sejam investigadas com a máxima celeridade pelos atores que receberam as mesmas, a saber:
1)   Ministério da Educação - Ministro de Estado da Educação Aloizio Mercadante;
2)   Ministério da Educação - Chefe de Gabinete Dr. Luiz Antônio de Mello Rebello;
3)   Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Presidente Dr. Luiz Cláudio Costa;
4)   Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior  – Presidente Jorge Rodrigo Araújo Messias;
5)   Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior  – Diretoria de Supervisão da Educação Superior – Diretora Marta Wendel Abramo;
6)   Ministério Público Federal do 1º Ofício - Dr. Marcos José Gomes Correa

Compreendendo a educação como um direito social consolidado constitucionalmente, reconhecemos tais denúncias como expressões da violação deste direito, expressando a máxima precarização do ensino privado.
Historicamente a ENESSO vem construindo a critica ao ENADE por reconhecê-lo como um instrumento para a efetiva transposição da educação de direito à mercadoria.
Entendemos que o ENADE fere elementos centrais da constituição do ensino qualificado: a autonomia universitária, a indissociabilidade do tripé ensino-pesquisa-extensão, a contratação de professores doutores por período integral. Alem disso, o resultado do raqueamento do ENADE permite que as universidades privadas acessem os fundos públicos para o financiamento da educação através do FIES/ ProUNI, quando são “bem avaliadas”.
Sendo assim recebemos informalmente inúmeros relatos das estratégias de universidades para garantir seus “certificados de qualidade” e ressaltamos a demanda para que as denúncias formalizadas para os atores supracitados sejam averiguadas com a máxima celeridade, visto que ferem o direito coletivo à educação e ao uso de fundos públicos.
Recentemente, presenciamos nesta universidade decisões que raramente evocam o sistema democrático. Decisões arbitrárias de natureza autoritária, controladora e elitista têm sido infligidas sobre a Comunidade Universitária, como o uso de catracas, demissão de funcionários, além do realocamento de turmas em diferentes campi, à revelia dos alunos.
No que diz respeito às denúncias do ENADE, recebemos a informação de processos fraudulentos, coagindo estudantes para preencher o cadastro online (elemento constitutivo da avaliação) de forma a “realçar a qualidade da instituição”, distorcendo a realidade e impedindo que os estudantes pudessem exercer sua verdadeira opinião. Além disso, há denúncias de que foram destacados estudantes que tivessem maior aproveitamento para que fizessem a prova, falseando novamente o processo avaliativo em busca de um “certificado de qualidade” para angariar mais recursos.
Sendo assim, vimos por meio desta reforçar nossa demanda pela imediata averiguação destas denúncias!
Sem mais,
ENESSO Região VII

Texto da denúncia perpetrada contra a UNINOVE, conforme sigilo determinado pela denunciante:


Texto da DENÚNCIA encaminhadas para: MEC; INEP; SERES; Ministério Público Federal de São Paulo.

DENÚNCIA para ser apurada por AUDITORIA do MEC – INEP e SERES


ENADE/2013 – UNINOVE – SERVIÇO SOCIAL


Eu, yyyyyy, aluna regularmente matriculada no 7º semestre - turma A – noturno, na Unidade ZZZZZ, Prédio “X”, sala: xxx , xyxyxyx, do curso de SERVIÇO SOCIAL da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) com matrícula sob número: xxxxx, brasileira, solteira, residente e domiciliada na Rua xxxxxxx Bolsista do PROUNI, vem à presença de Vossas Senhorias DENUNCIAR as FRAUDES cometidas pela Diretoria e Educação e Coordenação do curso de Serviço Social da UNINOVE, expor os fatos, abaixo apontados, e REQUERER as seguintes medidas à serem adotadas pelo MEC – INEP e Seres.


Informamos as Vossas Senhorias que noticiaremos as mídias escritas, faladas e televisivas, para dar conhecimento à sociedade brasileira da conduta eticamente condenável da UNINOVE.
Após a protocolização deste documento DENÚNCIA, no MEC – INEP e SERES protocolizaremos, ainda, no MINISTÉRIO DA JUSTIÇA e na POLÍCIA FEDERAL em Brasília e em São Paulo, pedido de apurações dos graves fatos aqui relatados neste documento:


Assim, vem à presença de Vossas Senhorias para REQUERER:


1) que o Ministério da Educação (MEC) instale uma Auditoria no curso de Serviço Social da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) para investigar as supostas FRAUDES nos dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade/2013), fornecido por essa IES.


2) que o Ministério da Educação (MEC) instale uma Auditoria no curso de Serviço Social da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) para investigar as supostas FRAUDES nos dados do preenchimento do “Questionário de Estudantes”, realizado sob coação das coordenadoras do curso de Serviço Social: XXX e YYY e mais quatro professores do curso de Serviço Social, a saber: 1111; 2222; 3333; 4444; totalizando 6 (seis) docentes, que ficaram no “Laboratório de Informática” induzindo/coagindo os alunos para responderem as perguntas de acordo com a pretensão da UNINOVE, na turma do 7º semestre “A”, período XXXX, da Unidade ZYZ – prédio “X”.


3) que o Ministério da Educação (MEC) instale uma Auditoria no curso de Serviço Social da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) para aprofundar as investigações sobre suposta FRAUDE nos dados do preenchimento do “Questionário de Estudantes”, realizado sob indução/coação de quatro professores do curso de Serviço Social, a saber: 1111, 2222, 3333 e 4444 - totlizando quatro docentes que ficaram no Laboratório de Informática (no 2º andar – Prédio D) induzindo/coagindo os alunos para responderem as perguntas de acordo com a pretensão ad UNINOVE, na turma do 7º semestre “X”, período “xxx”, da Unidade “X” - prédi “Y”.


4) que o Ministério da Educação (MEC) instale uma Auditoria no curso de Serviço Social da Universidade Nove de Julho (UNINOVE) para aprofundar as investigações sobre suposta FRAUDE nos dados do preenchimento do “Questionário de Estudantes”, realizado sob indução/coação da Profa. XXX, que fez a apresentação e retirou-se daquele local e dos seguintes docentes que ficaram no Laboratório de Informática: 1111, 2222, 3333, 4444, 5555 totalizando 4 docentes, que ficaram no “Laboratório de Informática” (no x andar – Prédio “X”) induzindo/coagindo os alunos para responderem as perguntas de acordo com a pretensão da UNINOVE, na turma do 7º semestre “A”, período noturno, da UnidadeXYZM – prédio “Y”.


5) Que o Ministério da Educação (MEC), solicite data e horário e o IP dos computadores, onde foram preenchidos os “Questionários de Estudantes” para constatar as FRAUDES sob COAÇÕES aos alunos do 7º semestre da UNINOVE, das Unidades: Memorial (manhã e noite) e Vila Maria (noite).

6) REQUER, ainda, que o MEC divulgue uma nota nas mídias escritas que realizará Auditoria e que terá prazo de até 60 dias para terminá-la, sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pela Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior (Seres).


7) REQUER, outrossim, oficiar à Polícia Federal de São Paulo para solicitar Perícia nos computadores do Laboratório de Informática da UNINOVE, das Unidades da Vila Maria (Prédio “L” - 8º andar) e Memorial (Prédio “A” – 1º subsolo) Prédio “D” – 2º andar) onde foram preenchidos, com intuito de FRAUDE e má fé (“game” – tentativa de burlar/fraudar), o “Questionário de Estudantes”, para constatar e provar que os alunos responderam TODOS no mesmo horário e no mesmo local nos computadores da UNINOVE (ver o IP das máquinas), por perícia. A atitude das duas coordenadoras e dos quatro professores que ali se encontravam são eticamente condenáveis, pois “orientaram”, sob coação, esses alunos à responderem as perguntas com as “orientações” dadas pelas Gestoras e Professores do curso de Serviço Social da UNINOVE, com o objetivo de ter sua primeira nota do ENADE e bem qualificada e consequentemente estar no rol dos melhores cursos de Serviço Social do país.


8) Informamos à Vossas Senhorias que há no curso de Serviço Social, da UNINOVE , mais de 600 alunos do curso de Serviço Social das Unidades Vila Maria, Vergueiro (ex-alunos) Santo Amaro e Memorial (por favor verificar em Auditoria) que não foram inscritos no ENADE.


9) Informamos, finalmente, que houve 4 (quatro) encontros como aulas de revisões e reforços denominado pela coordenação do curso de Serviço Social como: “REVISITANDO OS CONTEÚDOS”, para isso, foram suspensas as aulas para estas atividades, com o objetivo de melhorar o desempenho dos estudantes visando uma boa nota e ter ótimo lugar no ranking, dos cursos de Serviço Social, do país, no ENADE/2013, tudo de má-fé.


Sabemos que o estudante que estiver vinculado ao curso de Serviço Social da UNINOVE, independente da sua situação de matrícula (com matrícula trancada ou por afastamento), mas, habilitado como concluinte, deveria ser inscrito no ENADE, pela UNINOVE.


Sabemos que a IES tinha a obrigatoriedade de inscrever os estudantes que estiveram afastados do curso de Serviço Social da UNINOVE e retornaram para cumprir os créditos, ou que esteja apenas fazendo o TCC para concluir o curso, nesse último caso são no mínimo 200 alunos nesta situação.


Fica, assim, demonstrado que os alunos que deverão realizar o ENADE/2013, “foram escolhidos à dedo” previamente pela Diretoria de Educação e pelas Coordenadoras do curso de Serviço Social da UNINOVE.


Nestes termos pede e espera DEFERIMENTO.
São Paulo, 01 de novembro de 2013
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sábado, 9 de novembro de 2013

Posicionamento frente ao SINAES/ ENADE


Histórico do ENADE

O ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) vem a ser um instrumento que compõe o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) usado pelo ministério da Educação para avaliar a qualidade do ensino superior no Brasil.
Este tipo de prova existe do Brasil há muito tempo. Com a crise do capitalismo adveio o Neoliberalismo que seria sua roupagem contemporânea, que redesenha o capitalismo de forma a garantir uma sobrevida a este modo de produção. Na lógica neoliberal, o Estado deve intervir o mínimo possível na sociedade, delegando especialmente ao mercado esta tarefa. Dentro desta lógica, não há espaço para a garantia de direitos sociais como habitação, transporte e educação. Logicamente estes serviços seriam delegados à iniciativa privada que teria a liberdade para transformá-los em mercadoria. Sendo assim, a educação que deveria ser um direito, passou a ser uma mercadoria.
O Estado, ao invés de provê-la, passou ao papel de “observador-regulador”, apenas aferindo se as instituições de ensino credenciadas tem cumprido seu papel, desresponsabilizando-se por completo neste processo.
No bojo destes acontecimentos, está alocado o sistema de avaliação do ensino superior no Brasil. Através dele, podemos observar que o Estado, ao invés de se responsabilizar pelo provimento de ensino público, gratuito, laico e de qualidade a todos, na verdade, se responsabiliza apenas pelo papel de controlar: dando nota e certificados pra escolas.
O movimento estudantil sempre problematizou o SINAES. Muitos elementos são extremamente vis: a avaliação estar baseada apenas no seu resultado (através da prova) e não do processo de aprendizagem (avaliação da estrutura física, qualificação do corpo docente e projeto pedagógico do curso), o ranquemento das escolas (fomento à competitividade e não elevação da qualidade de todos dos cursos) e o caráter punitivo (ao invés das escolas mal avaliadas receberem maior fomento e auxílio para garantir melhorias, elas são punidas com fechamento de vagas e até do próprio curso).
Dessa forma, por muitos anos o movimento estudantil deliberou boicotar o ENADE que significava comparecer ao local da prova, assiná-la e não preenchê-la. Até 2007 a porcentagem que a nota da prova efetuada pelos alunos representava na composição da nota final era baixo (em torno de 40%). Sendo assim, quando os alunos boicotavam a prova, a nota do curso caía e o MEC era obrigado a fazer a visita in loco, ou seja, avaliar o processo em que o ensino se dava. Neste momento o boicote foi uma estratégia muito interessante pois descobriu-se cursos de educação física que não tinham quadra, faculdade sem biblioteca e afins. Dessa forma, as universidades que não garantiam condições qualificadas para a aprendizagem se viram obrigadas a melhorar tais condições antes da visita do MEC e as universidades qualificadas, apos a visita, tinham sua nota elevada.
Porém, a partir de 2010, a porcentagem que a nota da prova efetuada pelos alunos representava na composição da nota final foi elevada, de forma que seria impossível reverter uma nota baixa. Universidades como a FAPSS e PUC/SP entraram com recursos para que fosse considerado o boicote, mas não obtiveram resposta e foram penalizadas com perda de vagas em seus vestibulares.
Nesta conjuntura, o movimento estudantil de Serviço Social vem despontando dentre as outras executivas de curso pelo vanguardismo na avaliação da estratégia do ENADE. Não há duvidas de que fazermos a critica ao ENADE, mas estamos questionando qual seria a melhor forma de fazer o enfrentamento.

Por que não podemos mais boicotar a prova do ENADE?

  1. Qualquer boicote, para caracterizar-se como tal, tem que ser massificado.
O boicote constitui-se como uma estratégia baseada essencialmente na composição massiva da uma ação e hoje em dia não conseguimos massificar o ENADE nem no Serviço Social (que não representa quase nada frente ao montante total de estudantes de ensino superior no Brasil).
Muitas escolas não podem fazer o boicote porque correm o risco de serem fechadas (ex: PUC e FAPSS), outras porque acabaram de ser credenciadas pelo MEC (ex. UNIFESP), outras porque seus alunos são ameaçados de perder o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) se não obtiverem nota mínima 3 determinada no ato da matrícula (ex. UNIESP). Sendo assim, como decidir por uma estratégia que muitos não podem fazer???!!
Muita atenção: todos esses casos são exemplos graves do porque de nossa critica ao teor punitivo do ENADE, sem duvida, mas se muitas escolas estão impossibilitadas de usar essa ferramenta, precisamos repensar se ela é a melhor estratégia para agora!!!

  1. Porque as escolas mais criticas ao ENADE estão sendo as mais penalizadas, inclusive com fechamento de vagas.
Infelizmente o MEC tem poderes para punir severamente as escolas que aderem ao boicote, podendo reduzir vagas e fechar cursos. Se nós lutamos ao acesso ao ensino de qualidade – crítico por natureza – obviamente nossa estratégia está errada. Nós estamos intensificando os efeitos negativos do neoliberalismo no ensino superior, pois o boicote dá meios para que os cursos combativos sejam penalizados e percam espaço. Os cursos mercadológicos, em contrapartida, tem sido os mais beneficiados com o nosso boicote, pois detém índices “oficiais” de “qualidade” melhor do que das faculdades criticas.

3) Porque colocamos o projeto ético-político hegemônico da profissão em risco.
Através do CERES (Cadastro de Elaboradores e Revisores de Itens da Educação Superior) qualquer professor pode se cadastrar para ser avaliador do MEC e para definir quais serão as questões da prova (e consequentemente seu teor político). O MEC informou que os professores que tem sido recrutados para essa tarefa tem sido aqueles das escolas com as melhores notas, ou seja, as faculdades menos criticas e mais mercadológicas! Isso quer dizer que, muito em breve, podemos ver questões nesta prova de cunho reacionário!! Isso é muito grave, significa que as diretrizes curriculares da ABEPSS – um dos marcos do projeto ético-político da profissão – pode perder seu protagonismo como parâmetro para uma formação profissional de qualidade.
É claro que as outras entidades da categoria – conjunto CFESS-CRESS e ABEPSS – , junto à ENESSO tem se mobilizado para reverter esse fato, mas nós devemos, como estudantes, estar atentos aos reflexos de nossas ações políticas!

4) Porque o boicote ao ENADE hoje tornou-se uma estratégia elitista que só pode ser usado por estudantes de universidades públicas.
Sabemos que as implicações do boicote às universidades públicas e privadas são muito diferentes, em detrimento das últimas.

5) Porque ninguém fica sabendo sobre o boicote alem dos muros das escolas.
A maioria das pessoas, que não estão inseridas em Instituições e Ensino Superior não sabem o que é o ENADE, como ele funciona e buscam em manuais e nestes ranqueamentos os parâmetros para decidir onde estudar.
Precisamos levar estas discussões para fora de nossa escolas, denunciar a cara de pau das universidades privadas que obrigam estudantes a serem “bem comportados e tirarem notas boas” para manterem seus cursos e financiamentos. Precisamos contar que universidades fazem provas no semestre anterior ao ENADE e reprovam os alunos “abaixo do nível ENADE” para que eles não possam estar no semestre selecionado para a avaliação!

Portanto se você acredita que educação deve ser um direito para todos, venha compor com a gente um ato contra o ENADE! Essa é uma causa de todos: dos alunos que estão em ano de ENADE e dos que não estão! Professores, funcionários, vamos lutar pela educação que acreditamos!
No dia 24/11, às 17 horas, junte-se aos alunos que foram obrigados a fazer a prova e venha panfletar, empunhar cartazes, bradar palavras de ordem e demonstrar para todos nossa indignação!
Locais de ato:

  • São Paulo: Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 1373.
  • ABC: a confirmar
  • Santos: a confirmar
  • Franca: a confirmar


Eu me mobilizo CONTRA o ENADE!