São Paulo, 24 de dezembro
de 2013.
Vimos
por meio desta publicizar nossa reivindicação para que as denúncias perpetradas
contra a Universidade Nove de Julho – UNINOVE no que tange sua postura frente
ao ENADE sejam investigadas com a máxima celeridade pelos atores que receberam as
mesmas, a saber:
1)
Ministério da Educação
- Ministro de Estado da Educação Aloizio Mercadante;
2)
Ministério da Educação
- Chefe de Gabinete Dr. Luiz Antônio de Mello Rebello;
3)
Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Presidente Dr. Luiz Cláudio
Costa;
4)
Secretaria
de Regulação e Supervisão da Educação Superior – Presidente Jorge
Rodrigo Araújo Messias;
5)
Secretaria
de Regulação e Supervisão da Educação Superior – Diretoria de
Supervisão da Educação Superior – Diretora Marta Wendel Abramo;
6) Ministério Público Federal do 1º Ofício -
Dr. Marcos José Gomes Correa
Compreendendo a educação como um
direito social consolidado constitucionalmente, reconhecemos tais denúncias
como expressões da violação deste direito, expressando a máxima precarização do
ensino privado.
Historicamente a ENESSO vem
construindo a critica ao ENADE por reconhecê-lo como um instrumento para a
efetiva transposição da educação de direito à mercadoria.
Entendemos que o ENADE fere elementos
centrais da constituição do ensino qualificado: a autonomia universitária, a
indissociabilidade do tripé ensino-pesquisa-extensão, a contratação de
professores doutores por período integral. Alem disso, o resultado do raqueamento
do ENADE permite que as universidades privadas acessem os fundos públicos para
o financiamento da educação através do FIES/ ProUNI, quando são “bem
avaliadas”.
Sendo assim recebemos informalmente
inúmeros relatos das estratégias de universidades para garantir
seus “certificados de qualidade” e ressaltamos a demanda para que as denúncias
formalizadas para os atores supracitados sejam averiguadas com a máxima
celeridade, visto que ferem o direito coletivo à educação e ao uso de fundos
públicos.
Recentemente, presenciamos nesta
universidade decisões que raramente evocam o sistema democrático. Decisões
arbitrárias de natureza autoritária, controladora e elitista têm sido
infligidas sobre a Comunidade Universitária, como o uso de catracas, demissão
de funcionários, além do realocamento de turmas em diferentes campi, à revelia
dos alunos.
No que diz respeito às denúncias do
ENADE, recebemos a informação de processos fraudulentos, coagindo estudantes
para preencher o cadastro online (elemento constitutivo da avaliação) de forma
a “realçar a qualidade da instituição”, distorcendo a realidade e impedindo que
os estudantes pudessem exercer sua verdadeira opinião. Além disso, há denúncias
de que foram destacados estudantes que tivessem maior aproveitamento para que
fizessem a prova, falseando novamente o processo avaliativo em busca de um
“certificado de qualidade” para angariar mais recursos.
Sendo assim, vimos por meio desta
reforçar nossa demanda pela imediata averiguação destas denúncias!
Sem mais,
ENESSO Região VII
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